
Essa obra-prima do Heavy Metal abre com uma das canções mais enigmáticas do estilo “Neon Knights”, com sua levada mais veloz que é pura inspiração da explosão do Heavy Metal.
Ronnie
surgia então como um novo poeta enigmático do rock pesado, dando a
credibilidade que faltava ao estilo naquele inicio da década. Era como se uma
nova ordem mundial fosse anunciada para o mundo do Heavy Metal através dessa
canção.
“Children of
the sea” não fica muito atrás e mostra a força do novo estilo de composição do
Sabbath, alem de voz limpa, divina e dourada de Dio.
A produção
cristalina e certeira de Martin Birch causou impacto fulminante no Iron Maiden,
por exemplo, que cunhou uma canção baseada em “Children of the sea” dois anos
depois (“Children of the Damned”) e também chamou Birch para cuidar da produção
de seus álbuns.
Iommi brilha
supremo, talvez com sua melhor atuação em disco. Basta uma rápida passada pela
guitarra, no solo estendido, e no encerramento folk da monstruosa faixa título
para se chegar a essa conclusão. A letra é também um caso a parte: uma lição de
vida contraditória, urgente e caótica, que no final deixa mais duvidas do que
respostas. Filosófica e sucinta, é praticamente uma sinfonia do rock pesado.
Outro bom
momento é “Die Young”, com os teclados de Geoff Nicholls adentrando o som do
grupo sem pedir licença, casando perfeitamente com as texturas e a genial intro
de Iommi.
“Lonely is
the Word” é o encerramento apropriado para esse excelente álbum, com mais uma
atuação magnífica de Ronnie James Dio e o solo de guitarra que até hoje é o
preferido de Tony Iommi.
O som do
novo Sabbath aparecia revigorado e adaptado aos novos tempos; tudo estava mais
agressivo, mas ao mesmo tempo também mais comercial. Depois de muitas
incertezas, o Sabbath voltava a ser perigoso e enigmático. Golpe de mestre!
De: Revista
Roadie Crew.

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