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sexta-feira, 2 de março de 2012

BLACK SABBATH E O CLÁSSICO HEAVEN AND HELL


                  
  Essa obra-prima do Heavy Metal abre com uma das canções mais enigmáticas do estilo “Neon Knights”, com sua levada mais veloz que é pura inspiração da explosão do Heavy Metal.
  Ronnie surgia então como um novo poeta enigmático do rock pesado, dando a credibilidade que faltava ao estilo naquele inicio da década. Era como se uma nova ordem mundial fosse anunciada para o mundo do Heavy Metal através dessa canção.
“Children of the sea” não fica muito atrás e mostra a força do novo estilo de composição do Sabbath, alem de voz limpa, divina e dourada de Dio.
  A produção cristalina e certeira de Martin Birch causou impacto fulminante no Iron Maiden, por exemplo, que cunhou uma canção baseada em “Children of the sea” dois anos depois (“Children of the Damned”) e também chamou Birch para cuidar da produção de seus álbuns.
  Iommi brilha supremo, talvez com sua melhor atuação em disco. Basta uma rápida passada pela guitarra, no solo estendido, e no encerramento folk da monstruosa faixa título para se chegar a essa conclusão. A letra é também um caso a parte: uma lição de vida contraditória, urgente e caótica, que no final deixa mais duvidas do que respostas.        Filosófica e sucinta, é praticamente uma sinfonia do rock pesado.
Outro bom momento é “Die Young”, com os teclados de Geoff Nicholls adentrando o som do grupo sem pedir licença, casando perfeitamente com as texturas e a genial intro de Iommi.
“Lonely is the Word” é o encerramento apropriado para esse excelente álbum, com mais uma atuação magnífica de Ronnie James Dio e o solo de guitarra que até hoje é o preferido de Tony Iommi.
O som do novo Sabbath aparecia revigorado e adaptado aos novos tempos; tudo estava mais agressivo, mas ao mesmo tempo também mais comercial. Depois de muitas incertezas, o Sabbath voltava a ser perigoso e enigmático. Golpe de mestre!
  De: Revista Roadie Crew.

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